terça-feira, 29 de abril de 2008

Palestra na Expozebu destaca certificação socioambiental

A Expozebu 2008 terá como uma de suas atrações palestra sobre certificação socioambiental de propriedades rurais. A exposição, que acontece dia 05, às 14h10, em Uberaba (MG), irá destacar o Cadastro de Compromisso Socioambiental (CCS), uma espécie de protocolo de normas relacionadas ao respeito socioambiental, que é aplicado a processos e produtos da fazenda.

O CCS é uma iniciativa da Aliança da Terra (AT) em parceria com o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e Woods Hole Research Center. A palestra será ministrada pelo representante da AT, John Cain Carter. Segundo ele, o diagnóstico do CSS procura analisar a propriedade da porteira para dentro de uma forma integrada, com objetivo de identificar e, principalmente, quantificar ativos e passivos ambientais da fazenda.

“Através dessa identificação e quantificação é proposto um Compromisso de Adequação Socioambiental (CAS), quando a equipe técnica da AT elabora junto ao proprietário quais e quando serão tomadas as medidas de correção para os passivos identificados no diagnóstico”, explica Carter.

Para ele, é imprescindível a criação de incentivos quando se pensa em conservação ambiental, fazendo com que seja possível conciliar produção e conservação.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Stakeholders do Agronegócio - Identificação e Engajamento

O assíduo leitor e colaborador do AgroResponsável, o engenheiro agrônomo José Carlos Pedreira de Freitas, consultor em sustentabilidade e diretor da HECTA (Desenvolvimento Empresarial nos Agronegócios), nos encaminha nova contribuição.

No artigo "Stakeholders do Agronegócio - Identificação e Engajamento", Pedreira destaca que o engajamento das “partes interessadas” (stakeholders) é uma das mais importantes ferramentas para o entendimento, pelas empresas, do verdadeiro significado da sustentabilidade e de como esses atributos podem adicionar valor e reduzir riscos em suas operações.

Segundo ele, engajar os públicos de interesse significa conhecer suas expectativas, estabelecer um canal efetivo de diálogo e troca de informações, num processo de avaliação permanente capaz de prevenir e mesmo remediar eventuais conflitos, recolhendo insumos que possam aperfeiçoar seu processo de tomada de decisão, reduzindo custos e adicionando valor aos seus produtos e serviços.

De acordo com Pedreira, as empresas precisam, inicialmente, identificar quais os principais atores que mantêm relação com seu negócio, examinando de que maneira influenciam e são influenciados por ele. * Confira o artigo completo, inclusive, com ilustrações clicando aqui.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Produtores e meio urbano juntos na Argentina. Será que isso aconteceria no Brasil?

Os produtores rurais argentinos vêm tendo o apoio espontâneo da população urbana no protesto que realizam contra o governo de Cristina Kirchner, que taxou as exportações de produtos agrícolas, como medida para garantir o abastecimento interno.

Sem entrar no mérito de quem tem razão, sejam produtores, seja o governo, o AgroResponsável propõe a reflexão se o mesmo aconteceria no Brasil. Será que por aqui os produtores rurais encontrariam respaldo no meio urbano para suas reivindicações? Este blog arriscar a dizer que não.

Ao menos nos dias atuais em que o agronegócio brasileiro ainda engatinha no tocante a dialogar sistematicamente com a população das cidades. É nos grandes centros que se forma a Opinião Pública, que influencia negócios e políticas públicas. Que a Argentina sirva de exemplo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cadeias produtivas do etanol e suco de laranja são insustentáveis, diz estudo

Os atuais modelos brasileiros de produção de suco de laranja concentrado e de etanol de cana-de-açúcar são insustentáveis. A conclusão faz parte da tese de doutoramento de Consuelo Fernandez Pereira, apresentada à Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.

De acordo com a pesquisadora, que baseou sua análise em um estudo de caso, a situação decorre do fato de ambos os setores serem dependentes do uso de combustíveis fósseis e causarem variados impactos ambientais ao longo das respectivas cadeias produtivas. Saiba mais clicando aqui.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Ares apresenta diagnóstico da sustentabilidade do agronegócio brasileiro

O Ares, Instituto para o Agronegócio Responsável, divulga dia 19 de março (quarta-feira), a partir das 11h, no Hotel Maksoud Plaza, na cidade de São Paulo, as principais conclusões dos dois primeiros estudos elaborados pelo instituto: "Sustentabilidade no Agronegócio Brasileiro – uma análise exploratória qualitativa" e "Governança socioambiental dos sistemas agroindustriais".

O Ares surgiu em setembro de 2007 com o objetivo de promover conhecimento sobre a sustentabilidade do agronegócio e abrir canais de diálogo com os principais públicos estratégicos do setor. Na ocasião também será lançado o site do instituto.

Sobre o Estudo: "Diagnóstico sobre a sustentabilidade de 10 cadeias do agronegócio"

O estudo, de autoria de Roberto Waack, Samuel Giordano, Fátima Cardoso e Daniela Bacchi Bartolomeu, é uma ferramenta que irá orientar a estratégia do Ares quanto a prioridades para a geração de conteúdo.

A pesquisa identificou demandas, pontos críticos e iniciativas de cada uma das dez cadeias do agronegócio: algodão, milho, soja, bovinos, frango, suínos, café, cana, citros e florestas plantadas. O diagnóstico inicial sobre a sustentabilidade dessas cadeias considera os aspectos ambiental, social e econômico, com base na percepção das suas lideranças.

Com relação ao Sistema Agroindustrial da carne bovina, por exemplo, produto que está na berlinda em função da suspensão das importações por parte da União Européia, destacam-se os seguintes aspectos: os problemas relativos à sustentabilidade são trabalho escravo, desmatamento e problemas sanitários.

Um dos principais problemas institucionais identificados são as restrições de comércio internacional por meio de barreiras sanitárias. O fato de o Brasil ser competitivo na produção de carne, a ponto de conseguir ter acesso a mercados altamente taxados, faz com que a Europa acuse o País de dumping.

Ao contrário do mercado internacional, o consumidor interno não apresenta restrições. Por aqui, a população ainda está ligada ao preço da carne e à possibilidade de consumo. Entretanto, observa-se um movimento restrito à pequena parcela da população de renda superior, de preocupação com questões socioambientais, como os consumidores orgânicos. Conseqüentemente, o mercado externo é o grande motor impulsionador das mudanças no sistema produtivo no SAG da pecuária de corte.

Há dificuldades no cumprimento de algumas legislações e isso está diretamente relacionado à falta de fiscalização e de informação sobre as leis existentes (ambiental, social e fundiária) e obrigatoriedade do cumprimento. A estrutura pulverizada e informal do setor dificulta a divulgação de dados e estatísticas confiáveis, prejudicando estudos e acompanhamento do mercado, análise de tendência, etc.

A falta de organização do SAG da carne bovina reflete negativamente nas questões sociais, especialmente naquelas ligadas ao emprego da mão-de-obra na fazenda. Programas de responsabilidade socioambiental são incipientes no SAG da pecuária de corte e estão concentrados nos frigoríficos.

Seminário discute sustentabilidade ambiental na agropecuária paulista

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, realiza dias 13 e 14 de março, em Barra Bonita, o seminário “Sustentabilidade Ambiental – Qualidade de Vida para Novas Gerações”.

O evento integra o ciclo de programas estratégicos da Apta, que tem como objetivo desenvolver projetos relacionados à regulamentação e uso adequado dos recursos naturais renováveis, utilizando-se do manejo sustentável e da diversificação de produtos como forma de garantir a preservação da biodiversidade e sustentabilidade ambiental da agropecuária paulista.

* Para mais informações clique aqui.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Agronegócio tem que dialogar com a sociedade urbana

Até o dia 23 de março, o shopping Tatuapé aqui na cidade de São Paulo abrigará a exposição "Nesta Páscoa ajude a salvar o seu planeta". A iniciativa, que tem como mote a Amazônia, é do Greenpeace. Segundo nota distribuída à imprensa, o público tomará conhecimento por meio de fotos como a floresta vem sendo destruída e quais ações a ONG vêm realizando para impedir o "desastre ecológico".

Ressalta-se também que há um módulo dedicado especialmente às crianças, com um circuito de brincadeiras monitoradas. Bom, mais uma vez o Blog avisa que não está discutindo o conteúdo das mensagens que estarão sendo passadas. O AgroResponsável não toma partido neste aspecto. Não busca conflito. Procura sim diálogo e reflexão.

O que propomos é que o agronegócio faça o mesmo. O agronegócio "NÃO DIALOGA" com a sociedade urbana, não conversa com as "CIDADES". Aí fica complicado mostrar a realidade do setor e trabalhar a reputação e imagem junto a um dos seus principais públicos-alvo: as pessoas que moram nas cidades, formadoras da Opinião Pública e consumidoras do que o agro produz.

Desta forma, sem esse "diálogo", certamente as únicas mensagens que as pessoas continuarão a receber serão outras e não as do agronegócio. O Blog reitera novamente que não está discutindo o teor das mensagens, mas sim dizendo que para o agronegócio crescer ele precisará "dialogar" com a sociedade urbana, seguindo o exemplo, do que o Greenpeace faz.