quarta-feira, 25 de julho de 2007

Iniciativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia repassa R$ 296 mil a seis instituições do terceiro setor

Iniciativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) com o Banco do Nordeste (BNB) irá repassar R$ 296 mil a seis instituições do terceiro setor do oeste baiano. Os recursos são do Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia (Fundesis), que tem como missão financiar projetos educacionais, dedicados a estimular a cidadania nas camadas menos favorecidas da população das zonas urbana e rural da região.

A verba do Fundesis advém da contribuição não-compulsória dos produtores rurais locais, calculada sobre os valores dos financiamentos de custeio e investimento liberados pelas agências do BNB. As cooperativas de produtores rurais também podem repassar reservas do Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates). O Fundesis também é aberto a contribuições espontâneas.

Produtores, associações e cooperativas que aderirem ao Fundesis receberão o selo “Amigo da Comunidade”, que poderá ser utilizado em produtos e peças de comunicação. O Fundo já conta com aproximadamente 50 adesões.

Os seis projetos, que receberão os recursos, foram selecionados dentre 21 propostas, que atenderam ao edital lançado em 24 de janeiro deste ano. Cada uma das entidades apresentou o plano de trabalho para investir os recursos, cuja aplicação será acompanhada de perto pela Aiba e pelo BNB.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O paradoxo do agronegócio

O agronegócio vive um paradoxo midiático, que lhe imprime uma marca de irresponsabilidade, neste caso, nem ambiental, nem social, mas econômica, também um dos tripés da sustentabilidade.

Isso pelo seguinte. Nas páginas dos grandes jornais, o setor - mesmo após períodos de crise de preços, dólar baixo, problemas climáticos, casos de febre aftosa e outra mazelas - ainda aparece como o mais dinâmico da economia, responsável pelo superávit da balança comercial, registrando aumento de postos de trabalho, entre outras boas notícias.

Por outro lado, também é possível ler nos mesmos jornais, os produtores rurais pedindo renegociação de dívidas. Alguma coisa está errada. Como podem os atores do setor mais pujante do País estarem de chapéu na mão pedindo prorrogação de vencimentos para seus credores (governo e setor privado)?

Independentemente se os produtores têm culpa ou não, se ainda têm o desafio de aprender a gerir sua atividade como negócio, se sofrem até hoje efeitos de planos econômicos desastrosos, a questão é que neste caso também falta comunicação.

Falta, novamente, informar ao meio urbano, querendo ou não, o que forma opinião e cria massa crítica para tomada de decisões de políticas públicas e negócios, que toda esta rentabilidade imputada ao agronegócio não chega ao seu agente básico, o produtor rural.

Os dividendos não são distribuídos de forma equilibrada entre os elos da cadeia produtiva do setor e os produtores acabam permanecendo com a pecha de coronéis caloteiros. Falta expor isso, trazer estas questões à tona, oferecer informações, dados, análises, que dêem aos mais diversos públicos estratégicos do setor maior sintonia com relação à realidade do agronegócio.

Com mais conhecimento, o julgamento deste ser imaginário, mas crucial para imagem-reputação, chamado Opinião Pública, talvez seja diferente acerca do perfil dos produtores rurais. A reflexão e o desafio estão propostos!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Ministério da Agricultura anuncia selo socioambiental para o etanol e proíbe cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal

O Ministério da Agricultura anunciou nesta semana que, em um ano, irá começar a emitir um selo socioambiental destinado a certificar todas as etapas da cadeia produtiva do etanol, desde o plantio ao processamento.

Além disso, o Ministério divulgou a definição do zoneamento de plantação de cana-de-açúcar, que de acordo com o ministro Reinhold Stephanes, após o fim do mapeamento em doze meses, proibirá a produção de cana nos biomas da Amazônia e do Pantanal.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Algodão do Mato Grosso tem selo social

Os cotonicultores do Mato Grosso lançaram um selo de conformidade social, com objetivo de mostrar ao mercado que o algodão produzido no estado não tem envolvimento com trabalho infantil ou escravo.

Segundo nota do jornal "O Estado de S. Paulo" de 11 de julho de 2007, a iniciativa é resposta ao fato que alguns produtores de algodão tiveram seus nomes envolvidos na 'lista suja' do Ministério do Trabalho e Emprego, que denuncia a prática de trabalho escravo.

As denúncias, que repercutiram internacionalmente, motivou os produtores a tomar medidas para dar resposta às acusações. Desta forma, criaram o Instituto Algodão Social (IAS) e investiram R$ 2 milhões no treinamento de produtores em temas como legislação trabalhista e normas técnicas.

Responsabilidade social se faz assim, com ações concretas. De nada adianta passar um verniz na marca, rotulando-a de socialmente responsável, se o sistema de produção é o inverso. O agronegócio brasileiro ainda entende comunicação como propaganda.

Comunicação é relacionamento. E comunicação que expresse o respeito socioambiental só será eficiente se for com base nas verdades organizacionais, como é este exemplo. Parabéns!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Seminário destaca produção orgânica e sustentabilidade do agronegócio

Na próxima terça-feira, 17 de julho, a partir das 9h30, na sede da Fiesp, em São Paulo (SP), acontece o lançamento oficial das feiras - BioFach América Latina e Expo Sustentat, feiras de orgânicos bens e serviços sustentáveis, ambas agendadas para 16 a 18 de outubro também na capital paulista.

O evento será marcado pela realização de seminário que tratará de temas, como, por exemplo, "Mercado Verde e as oportunidades de negócios na BioFach América Latina/ExpoSustentat em São Paulo”, “Agroenergia & Sustentabilidade: Fatos e Mitos” e “Alimentação Saudável & Food Sector”.

Segundo a programação, a abertura será feita pelo diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, que vai discorrer sobre o compromisso da entidade com o desenvolvimento sustentável. A exposição contará com a participação do diretor de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis.

A seguir, Edmundo Klotz, presidente da ABIA, falará do papel da Indústria de Alimentos do Brasil como formador de opinião e seu papel no desenvolvimento sustentável. O seminário contará, ainda, com a presença do ex-ministro, Roberto Rodrigues, atual presidente do Conselho de agronegócios da Fiesp, que irá apresentar as questões inerentes ao mercado da agroenergia e as relações com a sustentabilidade.

Para mais informações:
# www.planetaorganico.com.br
# www.biofach-americalatina.com.br
# www.exposustentat.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Projeto de responsabilidade social com enfoque cultural procura parceiros

A produtora de tevê, Maria Elisa, que trabalha na Aquarela Filmes no Rio de Janeiro, está garimpando apoio, parcerias e recursos para projeto televisivo, cujo o tema, explica ela, é cultura com enfoque na responsabilidade social. Não se trata de uma ação com link direto com o agronegócio, mas este blog apóia qualquer iniciativa com a temática de respeito socioambiental.

Segundo Elisa, o projeto tem como objetivo despertar o interesse pela cultura brasileira, que é tão diversificada, mas que muitas vezes está em "OFF". A produtora ressalta que pesquisou danças, ritmos e costumes que transformam o Rio de Janeiro em um exemplo bem característico dessa pluralidade.

"Moradores das principais favelas do Rio estão se articulando e produzindo conteúdo intelectual (documentários, livros, músicas e peças de teatro) de alta qualidade. A repercussão destas iniciativas é cada vez maior e não pode mais ser desprezada. Grupos como o “Nós do Morro”, a “Central Única de Favelas (Cufa)”, o “AfroReggae”, cada um com as suas vocações e estratégias de ação, estão transformando o panorama cultural da cidade, emergindo com criatividade e consciência político-social", diz.

De acordo com Elisa, a proposta é entrar na Baixada, na Zona Oeste, Norte, regiões que produzem cultura de qualidade. "No entanto, não deixaremos de lado os artistas que podem agregar valor aos jovens e servir de exemplo, como como Marcelo Yuka e Tito Vila Cruz (sic) do Detonautas que contribuem para que essa cultura seja exposta. Nem destacar os espaços alternativos de cultura na Zona Sul, como será mostrado", observa. A produtora informa que tem piloto do projeto para apresentar, com material filmado e editado.

Interessados, os contatos da Maria Elisa são:

Tel: (21) 2557-4511
skype: mmbatw
mel_rj@hotmail.com

Bienal da Agricultura 2007 tem como mote: "Produção Sustentável: o caminho para o futuro do agronegócio"

A Bienal dos Negócios da Agricultura, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e marcada para acontecer entre 22 e 24 de agosto em Cuiabá, terá como mote a “Produção Sustentável: o caminho para o futuro do agronegócio”.

Segundo comunicado de imprensa dos organizadores, o comprador final, cada vez mais informado, se interessa não só pelo produto em si, mas também por quem produz, como é o processo de produção e quais os impactos gerados.

“As barreiras tarifárias começam a cair na Organização Mundial do Comércio, mas nas relações comerciais o que tende a permanecer são as barreiras sociais e ambientais”, destaca o presidente da Famato, deputado Homero Alves Pereira.

A programação prevê painéis que abordarão o mercado sob o ponto de vista da identificação de cenários atuais e futuros, riscos e oportunidades de negócios, com ênfase na identificação das preferências dos consumidores.

De acordo com a Famato, a Bienal irá aprofundar os debates sobre os impactos mais amplos da agricultura, justamente pela atividade depender diretamente da disponibilidade equilibrada dos recursos naturais. Para mais informações clique aqui.