sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Bunge lança hotsite sobre sustentabilidade

A Bunge é exemplo de empresa do agronegócio que investe em responsabilidade socioambiental. A despeito de correr à boca pequena que a empresa é uma das "controladoras" tanto da ponta inicial da cadeia produtiva do agronegócio, com a venda de insumos, quanto do elo subsequente à produção de dentro das fazendas, comprando dos produtores rurais, a Bunge promove políticas voltadas a disseminar a responsabilidade socioambiental. Deve servir de modelo.

A empresa lançou o hotsite "Sustentabilidade Bunge", com objetivo de facilitar a compreensão do assunto e promover o conhecimento junto ao público interno e externo. Segundo o gerente de comunicação e marketing corporativo da Bunge, Michel Henrique Reis dos Santos, o hotsite traz as políticas, atividades e projetos que a empresa desenvolve no País, no âmbito da responsabilidade socioambiental e desempenho econômico.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Consumidor aplica lei do menor esforço quando o assunto é responsabilidade social

Pesquisa do Instituto GFK Indicator em parceria com a "Revista Consumidor Moderno" revela que 78% das pessoas entrevistadas se sentem muito responsáveis pela preservação ambiental, enquanto 22% dizem que não se consideram responsáveis pelos cuidados com o meio ambiente.

“O estudo mostra que a população brasileira se considera co-responsável pelo bem-estar do meio ambiente e sabe que precisa contribuir para sua preservação. Esse pensamento reflete um maior acesso às informações e revela, ainda, que a população está mais estruturada”, afirma Roberto Meir, publisher da "Consumidor Moderno".

O levantamento aponta que 86% desses entrevistados acreditam que toda a sociedade, inclusive eles, são os principais responsáveis pela conservação ambiental. Em seguida, 6% consideram que as empresas são as responsáveis, 5% acham que é o governo e 2% dos entrevistados responsabilizaram outras instituições.

Porém, quando questionados sobre as ações realizadas para minimizar o impacto ambiental ao consumir ou adquirir determinados produtos, a surpresa: o consumidor, mesmo consciente de sua responsabilidade, só faz o que exige pouco esforço, como apagar as luzes ao sair de um ambiente e fechar a torneira enquanto escova os dentes.

Atitudes que exigem maior empenho como fazer a coleta seletiva de lixo, jogar baterias e pilhas em coletores especiais ou comprar produtos eletrônicos que consumam menos energia são as menos realizadas.

A pesquisa teve como objetivo entender como o consumidor brasileiro se comporta frente às novas demandas de consumo. Com abrangência nacional, contou com 298 entrevistados.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Mais uma obra acadêmica trata da sustentabilidade no agronegócio

Não será por falta de orientação acadêmica que a cadeia produtiva do agronegócio deixará de investir na sustentabilidade. Isso porque mais uma publicação sobre o tema chega às livrarias este mês.

Será lançado sexta-feira (17), às 19h, na livraria Paraler, no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto (SP), considerada a capital brasileira do agronegócio, o livro "Agronegócios & Desenvolvimento Sustentável: Uma agenda para liderança mundial na produção de alimentos e bioenergia" da editora Atlas.

A obra tem coordenação editorial do professor Marcos Fava Neves do PENSA – Centro de Conhecimento em Agronegócios, programa da Universidade de São Paulo. Para mais informações: (16) 3977-6060 / promo.rp@editora-atlas.com.br.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Sadia lidera grupo de trabalho com foco no desenvolvimento sustentável para agropecuária

A Sadia está liderando o Brazilian Business Coalition, grupo de trabalho, com foco no desenvolvimento sustentável para agropecuária.

Com a participação de outras empresas e organizações, como, por exemplo, Carrefour, Pensa-USP, Unilever, Bunge, Klabin, Nestlé, Sociedade Rural Brasileira (SRB), o BBC tem como objetivo estudar, debater e promover iniciativas que fortaleçam a sustentabilidade dos sistemas agroindustriais relacionados à produção e consumo de alimentos no Brasil.

Para o grupo, o conceito de sustentabilidade é formado por princípios que regem a produção e consumo de bens e serviços no presente de modo a não comprometer as necessidades e escolhas das futuras gerações, a saber:

# promover a riqueza, o bem-estar e relações de qualidade dos atores dos sistemas agroindustriais relacionados à produção de alimentos e das comunidades que com eles interagem;

# promover o consumo consciente;

# manter e melhorar o solo, a água e a biodiversidade;

# promover o uso de energias renováveis;

# evitar e prevenir a poluição por meio da redução dos efluentes hídricos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas.

O BBC é a versão nacional do Sustainable Food Laboratory (Food Lab), criado em 2004 para elaborar estratégias de sustentabilidade na cadeia de alimentos nas Américas Latina e do Norte e Europa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A percepção de agronegócio para o mundo é meio ambiente

Agronegócio para o mundo é meio ambiente, afirmou o professor José Luis Tejon Megido, especialista em agrobusiness pela Harvard Business School e coordenador do núcleo de estudos sobre marketing no agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), durante o painel "Marketing em Agronegócios", do II Simpósio Internacional de Administração e Marketing, realizado no final de julho, em São Paulo (SP).

Em sua exposição, Tejon apresentou conclusões de estudo, que checou quais são as "portas de entrada" na Internet para a palavra "agroenergia" em sites no idioma inglês e da língua portuguesa.

Segundo o professor, o levantamento revelou que em inglês se chega à palavra "agroenergia" principalmente por termos ligados a meio ambiente. Por sua vez, o acesso em português ocorre primordialmente por palavras relacionadas a "fontes de energia".

Isso, de acordo com ele, mostra que no exterior, a percepção de agronegócio é associada a meio ambiente e no Brasil o foco é fundamentalmente econômico. Para Tejon, o resultado deve servir de alerta para o Brasil. "A percepção no exterior de insustentabilidade socioambiental da cana-de-açúcar influi diretamente no negócio."

De acordo com o professor, pela primeira vez na história das relações do agronegócio o que vale é certificação de origem de processos e do produto. Tejon destacou que "o produto e serviço que vingará será o que estiver de acordo com o respeito social e ambiental."

Ele ressaltou que as barreiras comerciais serão cada vez mais técnicas, sanitárias, ligadas à qualidade. "Vivemos e viveremos uma guerra de marketing com base nestes critérios. Não haverá consumidor para quem explora mão-de-obra infantil e escrava ou para quem agride o meio ambiente."

Investir no valor adicionado

Tejon também citou números de faturamento do agronegócio mundial. Disse que o setor movimenta cerca de 7,8 trilhões de dólares por ano e a estimativa é que essa cifra suba para entre 10 e 11 bilhões até 2012.

Segundo o professor, o que mais cresce hoje na cadeia do agronegócio são as atividades "depois da porteira", ou seja, beneficiamento, transformação, distribuição, onde a matéria-prima é transformada. "É onde se ganha dinheiro."

De acordo com Tejon, há desconhecimento e falta de percepção do agronegócio brasileiro da importância que o exterior dá à comunicação e ao marketing. As mazelas do setor, esclareceu, sempre são exploradas internacionalmente, são alvos fáceis, mas não se vê trabalho no sentido inverso, que realce os diferenciais positivos do agronegócio nacional, com potencial para gerar percepções positivas.

Para o professor, o agronegócio brasileiro ainda entende comunicação como propaganda, não como relacionamento, para criação de vínculos de interesses mútuos com os públicos estratégicos. "Falta consciência disso, convicção para mudar e direcionar recursos para este desafio."

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Responsabilidade social é estratégia de negócio, aponta pesquisa

Questionados sobre qual definição dariam sobre responsabilidade social corporativa, a maioria dos empresários brasileiros - cerca de 56% - responderam: estratégia de negócios. Ao menos é o que aponta o segundo estudo BDO Trevisan de Responsabilidade Social Corporativa (RSC).

O levantamento, realizado entre dezembro de 2006 e março de 2007, coletou dados em 113 empresas de vários setores. Ponto negativo para ausência de empresas ligadas ao agronegócio. Talvez, para a BDO, o agronegócio seja irrelevante.

A pesquisa revela que a maioria das empresas reserva verbas para ações socioambientais. Segundo o relatório, 73% dos entrevistados confirmam a necessidade de um planejamento orçamentário para o desenvolvimento de projetos de RSC.

De acordo com o coordenador do trabalho, Mauro Ambrósio, sócio da área de sustentabilidade da BDO Trevisan, o objetivo é mostrar ao público em geral um retrato de como as corporações e seus gestores lidam com os conceitos de responsabilidade socioambiental.

"As organizações e seus líderes já perceberam que, num futuro bem próximo, não haverá lugar para empresas e negócios isolados dos conceitos de sustentabilidade, de preocupação com os grupos de interesse - os chamados stakeholders - e dos conceitos de pilares básicos de sustentação da governança", conclui.

Veja alguns trechos do estudo:

Setores:
Serviços 49 empresas (43%)
Indústria 52 empresas (47%)
Comércio 5 empresas ( 4%)
Associações/ 6 empresas ( 5%)
Terceiro Setor
Educação 1 empresa ( 1%)
Total 113 empresas (100%)

- Algum setor específico dentro da empresa responsável por assuntos de responsabilidade social?
Sim (64%) Não (35%) Sem resposta (1%)

- Sobre a definição de Responsabilidade Social Corporativa:
Continuidade de Negócio.........(47%)
Estratégia de Negócio..............(56%)
Filantropia.................................( 6%)
Veículo de Marketing................( 3%)
Sem resposta...........................( 1%)

- Dentro da empresa existe alguma prática de responsabilidade social corporativa?
Sim (88%) Não (12%)

- Empresas que fazem elaboração de relatórios ou balanços sociais ou algum tipo de informe
Sim (87%) Não (11%) Sem resposta (2%)

- Empresas que investem em treinamentos e capacitação como programas de capacitação profissional
Sim (91%) Não (7%) Sem resposta (2%)

- Possuem programas de melhoria no ambiente de trabalho e qualidade de vida dos funcionários
Sim (81%) Não (17%) Sem resposta (2%)

- Empresas que incentivam funcionários a trabalhos voluntários
Sim (81%) Não (17%) Sem resposta (2%)

- Orçamento da empresa destinado a segurança e educação do funcionário
1% da receita bruta...............24%
2% da receita bruta...............3%
3% da receita bruta...............3%
4% da receita bruta...............3%
5% da receita bruta...............1%
Outros....................................55%
Sem resposta........................11%

- Empresas que contratam portadores de deficiência
Sim (52%) Não (46%) Sem resposta (2%)

- Empresas que possuem critérios de recolocação de funcionários demitidos
Sim (37%) Não (61%) Sem resposta (2%)

- Possuem serviço de atendimento ao cliente
Sim (84%) Não (14%) Sem resposta (2%)

- Empresas que se preocupam com o Código de Defesa do Consumidor conscientizando seus profissionais da área de vendas
Sim (85%) Não (12%) Sem resposta (3%)

- Empresas que avaliam impactos de sua atuação na comunidade
Sim (71%) Não (28%) Sem resposta (1%)

- Empresas que investem e contribuem em projetos comunitários
Sim (89%) Não (11%)

- Empresas que utilizam incentivos fiscais para as áreas ligadas à Cultura
Sim (53%) Não (46%) Sem resposta (1%)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Programa Empreendedor Rural é exemplo de RSE no agronegócio

Os bons resultados no Paraná motivaram a expansão do Programa Empreendedor Rural (PER) para mais 13 estados e o Distrito Federal. Capitaneado pela CNA, com apoio do Senar e Sebrae, o esforço tem como objetivo estimular o empreendedorismo no campo, incentivando a implementação de projetos rurais e ensinando os produtores a avaliar a viabilidade e a sustentabilidade econômico-financeira e ambiental de cada um deles.

De acordo com o engenheiro agrônomo Fernando Peres, um dos idealizadores do programa, a proposta é ensinar ao produtor como "montar um projeto de negócios, se esse projeto é viável e se tem algum futuro".

Segundo disse Peres, em matéria publicada no jornal "Folha de São Paulo" de 31/07/2007, "o fato de muitas vezes o produtor rural não enxergar o que faz da terra como um empreendimento é um problema importante na agricultura de pequeno e médio porte no Brasil".

Na avaliação do engenheiro agrônomo, "além de enfrentar uma concorrência geralmente desleal, por exemplo, na hora de negociar com seus fornecedores, esse produtor é um dos responsáveis pela depredação ambiental no campo".


Está aí um exemplo de projeto que tem como missão o desenvolvimento sustentável, com base na responsabilidade socioambiental, como diferencial competitivo, o foco deste Blog.

Responsabilidade social das entidades em capacitar e qualificar quem elas representam. O produtor melhor instruído, em sintonia com as novas exigências do universo do agronegócio certamente não será àquele que se endividará no futuro, manchando a imagem do setor.

E responsabilidade ambiental pela ação de disseminar conhecimento que alie viabilidade econômica com preservação ambiental dos recursos naturais. O PER é um projeto que constrói vínculos saudáveis entre negócio, homem e meio ambiente, gerando frutos a todos. Em síntese, a essência da RSE.